quarta-feira, abril 28, 2010

Avatar, retrato do Imperialismo!


Hoje eu assisti com minha família, a titulo de diversão, um filme que há pouco tempo foi sucesso nos cinemas do mundo todo. Trata-se do filme Avatar, que foi anunciado como grande revolução tecnológica da computação gráfica, que seria uma nova maneira de fazer cinema etc... Realmente a tecnologia impressiona, mas, no filme, outra coisa me chamou a atenção. Seu roteiro me deu uma sensação de déjà vu.
O filme é passado no futuro, onde a ânsia de poder e riqueza, leva o ser humano a colonizar outros planetas, a fim de extrair minérios valiosos; o problema é que ao chegar lá, se deparam com uma tribo, que, em seu ponto de vista etnocêntrico, eram primitivos e seus costumes e leis não mereciam ser respeitados. Para extrair informações, o herói usa um avatar, um corpo de DNA misto de humano e Na vi, que era o nome da espécie humanóide que habitava o planeta, mas, ao final, acaba passando para o lado dos Na Vi, reconhecendo sua cultura e amor a natureza.
Nesse caso, a arte imita a vida; foi o imperialismo de alguns países e sua sede de riquezas que destruiu, quase que completamente, tanto a natureza quanto os nativos do novo mundo.
Para o ocidental, as criaturas que aqui se encontravam, não passavam de alienígenas selvagens, sem Estado, sem Deus e sem Lei, sendo considerados muitas vezes, empecilhos para a consecução da real finalidade da colonização: que era enriquecer a metrópole.
Podemos achar, que a visão etnocêntrica que subsidia a aculturação de civilizações, é coisa do tempo das grandes descobertas, porém, infelizmente isso não é a realidade. Hoje em dia, assim como no passado, as atividades imperialistas, muitas vezes genocidas, destruindo tanto os povos quanto suas terras, são práticas corriqueiras das grandes potencias.
Um exemplo clássico: quando a nave americana vinda do “mundo civilizado” pousou no planeta Iraque, onde moravam, na versão americana, perigosos alienígenas sem cultura, sem Lei e se Deus, que mantinham armas de destruição em massa e por isso precisavam ser detidos. O que precisava ser feito era transformar os selvagens em bons selvagens, livrando-os das garras impiedosas de seu ditador, um verdadeiro anticristo.
Esse disparate, sem igual, foi a ideologia usada para convencer o mundo de que os americanos teriam o direito de invadir uma nação soberana, matar seu povo, seu líder, com o objetivo de se apropriar do petróleo abundante naquelas paragens. A destruição foi imensa, tanto do meio ambiente quanto do bem jurídico mais importante: a vida . As armas de destruição em massa jamais foram encontradas, o que não impediu os americanos de matar o líder dessa nação por enforcamento.
Esse é apenas um dos exemplos que posso dar, pois todos as grandes potencias, mundiais, sem exceção, em algum momento de sua historia, fizeram coisas similares. Não cabe listar todas, pois transformaria essa postagem em um tratado interminável.
A grande diferença, entre, o filme Avatar e a realidade, é que, no filme, no final, os Índios vencem com a ajuda se seu herói espião, que mudou de lado. Na realidade isso nunca aconteceu. A história da civilização, até hoje, pode ser resumida em três palavras: dominar, matar e destruir. É hora de fazer diferente, de abandonar nosso corpo, ocidental e assumirmos nossos avatares Na Vi.

5 comentários:

  1. O própri cinema norte-americano é uma forma de "colonizar" e exercer uma hegemonia no que se relaciona às artes e entretenimento... metáforas para tudo o quanto é lado, mesmo... valeu!

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  2. Mas uma vez a arte imita a vida. Mas ainda acho muita demagogia... O sonho do grande herói, salvador é pura balela.
    Bjks!

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  3. sou professor de historia da rede publica e achei muito oportuno o paralelo com o filme e vou usar em minha aula para fazer os alunos pensarem a respeito do assunto.

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  4. Carro professor: fico honrrado, por usar meu texto seja sempre bem vindo!

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