Quinta-feira, Setembro 24, 2009

Será que temos realmente um Estado brasileiro?


Muitas vezes, ficamos sem palavras pra expressar nossa indignação a respeito da crise, tanto do Estado brasileiro, quanto dos estados do Brasil. É bem verdade que a maioria de nós, nem sabe a diferença, entre (Estado e estado). É por isso, que resolvi trazer nessa postagem um texto de João Ubaldo Ribeiro, que bem melhor do que eu resolve de maneira ímpar essa questão: Será que temos realmente um Estado brasileiro?
Assim responde João Ubaldo:

“Elementar, caros leitores
Na fala cotidiana, aprendemos a identificar Estado com governo. Para os brasileiros, a confusão é ainda facilitada pelo fato de vivermos, pelo menos nominalmente, numa república federativa, onde os estados-membros são chamados também de estados. Então, quando alguém fala em Estado, a gente pensa em São Paulo, no Rio, no Amazonas, na Bahia e assim por diante. Desculpo-me perante quem já sabe esse bê-á-bá, mas bem menos gente sabe do que se pensa, pelo menos de acordo com a impressão passada em qualquer bate-papo envolvendo questões políticas.
O Estado não é somente governo. Não conheço a prática atual, mas os calouros de Direito estudavam Teoria Geral do Estado e através dela aprendíamos que o Estado tem três elementos: governo, povo e território. Os estudiosos de ciência política torcem um pouco o nariz para a Teoria Geral do Estado, pois seu enfoque seria excessivamente jurídico e não dá uma idéia clara do funcionamento da sociedade politicamente organizada. Tudo bem, não vou discutir com o pessoal que milita na área. Certo, a ciência política, está longe de esgotar-se na Teoria Geral do Estado, mas umas pitadas dela talvez nos ajudem a ver os nossos problemas.
Vamos começar pelo fim da enumeração, o território. À primeira vista, temos território. Temos até demais, segundo os que acham que o que hoje é oficialmente território brasileiro teria se dado melhor se fosse vários pequenos Estados. Do tamanho que somos geograficamente, derivamos nossos delírios de grandeza, tão tristemente contestados pelos fatos. Mas o Estado brasileiro exerce mesmo sua soberania sobre este território, cujas dimensões não entram na cabeça de muitos estrangeiros, mesmo que passem voando no espaço aéreo brasileiro, sem sair dele, mais tempo do que levariam para uma ida e volta de um lado da Europa Ocidental ao outro?
Não exerce. Nem falo na Amazônia dita brasileira, porque acho que, pelo andar da carruagem, ela não permanecerá nossa e, mais dia, menos dia, vão armar — segundo muitos, já estão armando — esquemas para tirá-la de nossas mãos irresponsáveis. Minha tendência é acreditar nisso, mas dou de lambuja que não vai acontecer. Contudo, que grande parte da Amazônia brasileira já é terra de ninguém e tem índio que fala inglês e não português me parece inegável, embora não precisemos ir tão longe. Na cidade do Rio de Janeiro, este baluarte de resistência que consegue manter sua beleza, sedução e personalidade, a despeito de tudo o que é feito para destruí-la, o Estado manda?
Não, não manda. De vez em quando, alguém aqui resolve que não irá dar importância ao Estado e o território é controlado por, digamos, particulares. É uma espécie de poliarquia (governo de muitos), ou uma espécie de neo-feudalismo, como se queira. Nessas áreas, bem sabemos, o Estado brasileiro não manda, a não ser que determine o bombardeio e extermínio de todas as chamadas populações carentes, faveladas ou enquistadas nos morros. Do contrário, o Estado não chega lá. As autoridades têm de pedir permissão aos chefes locais para entrar em certas partes da cidade. E isso vale para todo mundo, desde concessionárias de serviços públicos, como a Light, a Telemar e outras, até ministros de Estado. Ninguém parece se envergonhar, mas eu me envergonho do episódio em que o ministro Gil e o ministro Berzoini foram informados de que só se permitiria o ingresso deles numa dessas áreas se abdicassem do pessoal de sua segurança pessoal e se submetessem à guarda da segurança dos senhores do território.
Por conseguinte, o nosso Estado tem território, sim, mas com essas e outras limitações. Deus me livre, tanto quanto os ministros, de contrariar ou desagradar nenhum senhor dessas áreas, porque algum deles pode se aborrecer comigo e creio que meu plano de saúde cancelaria meu contrato, se soubesse que eu havia cometido tal insensatez. “O Estado brasileiro tem soberania sobre todo o seu território?” — pergunta-se. “Médio”, respondemos, como o personagem de Chico Anísio. “Não”, responde um morador das áreas feudais, que não é maluco de desobedecer aos chefes locais, desde a observação de fe-riados decretados por eles ao voto nas eleições.
Bem, se sofremos essas restrições quanto ao território, pelo menos temos povo. Temos povo, sim, mas a riqueza está na mão de pouquíssimos, os serviços básicos que qualquer Estado tem por obrigação prestar, como saúde, educação e segurança não são prestados, ou são prestados precariamente. E o povo não apita em nada. Paga impostos, escuta lero-leros e vai tocando a vida como pode, usando a renomada criatividade nacional e aguardando o Salvador da Pátria, pois persistimos, quer admitamos ou não, em esperar pela volta de d. Sebastião, que nos redimirá para sempre. Só que até mesmo o mais crédulo entre nós já não bota fé em d. Sebastião nenhum e vai se dando por satisfeito se garantir a xepa da semana. Desdentado, deseducado, enfermiço e submisso, não somos um povo que deva ser levado lá muito em conta.
Resta o governo. Temos governo? Sim, temos, principalmente na hora de custeá-lo. Mas, somente esta semana, já li um artigo acusando o presidente da República de descaramento e outro em que ele é chamado de “frouxo”. Eu nunca usei esses termos, mas não é chato ver que muita gente boa, com suas razões e todo o direito, acha necessário empregá-los? Quem governa realmente o nosso Estado? Há dúvidas. Portanto, elementar, como se diz que Sherlock Holmes dizia. O Brasil é um país sem Estado, a não ser na hora de pagar impostos. Pronto, matei a charada. Depois que a gente tiver um Estado mesmo, eles, quem lá sejam, vão ver.”
Agora responda você mesmo, existe Estado brasileiro?

Extraido do texto de João Ubaldo Ribeiro: elmentar, caros leitores

Quarta-feira, Setembro 23, 2009

Uma Gota de sangue brasileiro continuação.

Em entrevista ao programa Milênio do Globo News, Demétrio Magnoli fala sobre o conceito de raça - tema de seu livro "Uma gota de sangue", publicado pela Editora Contexto.




Até a proxima!

Terça-feira, Setembro 22, 2009

Uma Gota de sangue brasileiro


Existe uma coisa que realmente me preocupa, uma confusão que está sendo feita, entre domínio de uma classe sobre a outra, e domínio de uma raça sobre a outra.
Nós, os brasileiros, somos mestiços por excelência. Essa característica de nosso povo sempre foi motivo de orgulho. Nosso samba, nossas mulatas, nosso sincretismo religioso, nossas comidas típicas, são frutos dessa miscigenação. Como músico, sei bem disso. Na aparência posso parecer branco, mas, quando toco minha guitarra perto de um europeu, tenho suingue negro, e eles simplesmente não entendem como alguém tão alvo, pode ter um ritmo tão afro. Isso não acontece somente comigo, mas com maioria dos músicos brasileiros, que, modéstia à parte, são dos melhores do mundo.
O racismo, no Brasil existe! Porém, de maneira mais branda, e mais velada. A política atual parece querer modificar esse quadro; querem que nosso racismo seja mais evidente, nos moldes dos EUA, com o discurso que dessa forma seria mais facilmente combatido.
Ao meu modo de ver isso é um erro enorme! O racismo no Brasil é mais velado, exatamente por que: no país as pessoas que têm esse pensamento, têm vergonha de expressa-lo publicamente, dado a nossa característica básica: a miscigenação.
Eu acredito que o sistema de cotas nas universidades para estudantes negros, possa ser útil como algo provisório, porém, isso está prestes a virar o estatuto racial, em que passaremos a ter em nossos documentos de identidade a cor discriminada, que por sua vez engendraria tribunais raciais.
Já existem comissões nas universidades, que se ocupam da verificação da raça do aluno.
É bom lembramos que aqui não somos afro-brasileiros, nem ítalo-brasileiros, somos apenas brasileiros, Estamos copiando o que há de pior na sociedade americana.
Uma obra recente do sociólogo, colunista da Folha de São Paulo, especialista em geografia humana: Professora Demétrio Magnoli, chamada: Uma gota de sangue; aborda esse tema de maneira ímpar.
Eis a sinopse do livro: “Há 100 mil anos, poucas dezenas de seres humanos saíram da África. Seus descendentes, adaptando-se aos diferentes climas, desenvolveram inúmeras tonalidades de cor da pele. Um dia, alguns voltaram. Primeiro, como comerciantes, adquiriram cativos escravizados pelos próprios conterrâneos. Depois, como conquistadores, impuseram o poder de suas nações sobre a África, alegando que os primos que ficaram faziam parte de uma raça distinta. A pretexto de fazer o bem, traçam-se fronteiras sociais intransponíveis, delineadas com as tintas de uma memória fabricada. Este livro conta a história de um engano de 200 anos - o tempo da invenção, desinvenção e reinvenção do mito da raça.”
È hora de para e pensar a respeito!




até a proxima!

Segunda-feira, Setembro 21, 2009

É possível escapar à política?


Tive um comentário em uma das postagens que fiz que dizia assim: “Estou fugindo da política”. Logo me veio a pergunta: É possível fugir da política?
O homem é um ser político desde tenra idade. Já nascemos fazendo política e economia, Para provar isso vamos buscar algumas definições de economia política:
a) É a aplicação do esforço humano, visando obter, por meio de bens ou de serviços, a satisfação de suas necessidades.
Nesse caso o homem tem preocupação política e econômica desde o nascimento, pois, quando bebê, chora simplesmente por que: está com fome, está defecado ou urinado, ou por que quer carinho da mãe; ou seja, o choro nada mais é que um meio político de receber subsídio econômico, visando obter, por meio de bens ou de serviços, a satisfação de suas necessidades.
b) Etimologicamente, o termo economia política vem de duas palavras gregas: oikos, que significa casa, e Nemo, de nemein, do verbo dirigir, manejar ou administrar, dando origem a palavra grega oikonomia, que significava: norma de administração da casa. Por esse ângulo é possível ver que toda economia política nasce no seio familiar, na primeira socialização, em que a organização, é feita de maneira política e econômica.
c) A economia política pode ser dividia em quatro grandes grupos: Produção, circulação, consumo e repartição de riquezas. Nesse aspecto, quem de nós pode se eximir do fato de estarmos imersos em algum desses quatro grupos ou em todos?
d) O termo política vem etimologicamente da palavra grega, politikos ( habitante da polis, no exercício deveres e direitos). Nossa legislação diz que, assim que respiramos, ganhamos personalidade jurídica ( aptidão, para obter direitos e contrair deveres); em outras palavras somos todos "políkos" desde a primeira inalação de oxigênio.
Posso me estender mais, e demonstrar, através de inúmeras definições, que é impossível escapar à política e a economia. Porém hodiernamente no Brasil, temos a tendência de achar que política é algo ruim, composta por uma classe de corruptos, da qual não fazemos parte. Essa concepção foi colocada em nossas mentes, com o intuito de nos alienar, das decisões políticas e econômicas, de nos privar de nossos direitos e de nossa participação, no processo de evolução da humanidade.
Não esqueçamos, que quando dizemos: “Política estou fora!” o que estamos fazendo nada mais é do que política, estamos simplesmente nos comportando da maneira que a classe dominante quer, e estamos corroborando para a manutenção do poder nas mãos da mesma oligarquia.
Só será possível viver em mundo melhor quando nos conscientizarmos que somos políticos até a raiz dos cabelos, e que é impossível nos eximir de uma participação política. Apenas podemos escolher entre ser agentes, de mudança social ou fantoches, manipulados por alguns.
Até a próxima!

Domingo, Setembro 20, 2009

O panorama atual da Améria Latina


Estamos no ocaso da primeira década do século XXI. Uma das coisas que tento fazer é entender qual é o rumo sócio-político que estamos seguindo. Ao me debruçar sobre o assunto, me deparei com estranhas coincidências entre o panorama sócio- político da America Latina do final da primeira década do século XXI e o que ocorria na Europa cem anos antes.
A Europa do Ocaso da primeira década do século XX, era divida em profundas diferenças políticas, entre países, enquanto alguns tendiam a sistemas capitalistas, em outros países começava a se instalar o regime socialista. A procura de mercados consumidores- e essas diferenças de regime- são alguns dos motivos que levaram a primeira grande guerra mundial.
Se prestarmos atenção ao que ocorre hoje na América Latina, podemos ver algumas semelhanças, a divisão entre ideologia política é clara. Como o caso da querela entre Venezuela e Colômbia, vejam noticia veiculada ontem no portal G1:
“Caracas, 19 set (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse hoje que estudará a possibilidade de reativar um reforço ao longo da fronteira com a Colômbia para frear a penetração de "narcotraficantes e paramilitares".
Por isso, pediu a revisão da Lei de Segurança e Defesa, que fala de faixas de seguranças além da borda fronteiriça e que no passado já foram ativadas temporariamente.
"Vamos estudar essa lei para estabelecer na fronteira com a Colômbia uma faixa de segurança e tomar medidas extraordinárias contra a infiltração do narcotráfico e os paramilitares", explicou Chávez durante um conselho especial de ministros realizado hoje.
"Alguns órgãos do poder da Colômbia não só não fazem nada para frear esse fenômeno, mas o incentivam para debilitar essa revolução", assegurou o presidente venezuelano.
Chávez explicou que uma das formas de penetração consiste em comprar sítios em zonas relativamente próximas à fronteira e instalar paramilitares disfarçados de operários rurais.
O presidente venezuelano previu ainda que essa situação vá piorar, com a presença de mais tropas americanas em sete bases colombianas. Segundo ele, de lá serão feitos acompanhamentos das operações na Venezuela. EFE”
Para completar, assim como no final da primeira década do século passado na Europa, estamos enfrentando uma corrida armamentista, entre os países latino americanos. É mister ver que a Venezuela esta se armando através de acordos com a Rússia, a Colômbia com os EUA e o Brasil com a França.
Para completar o Brasil esta incorrendo em um erro terrível, estamos criando nossas primeiras leis raciais: criação do estatuto racial , traz amargas reminiscências. Se isso continuar, teremos em breve em nossas carteiras de identidade, a raça discriminada Ex: Alexandre Veras da Luz (branco).
Já existem nas universidades federais, comissões raciais para julgar o sistema de cotas.
Estamos em um momento delicado da nossa história, e é bom lembrar como isso acabou no século passado.
Até a próxima !

Sábado, Setembro 19, 2009

A História das coisas com Annie Leonard

O tipo de capitalismo vigente é o o principal responsável, pela degradação do planeta. Esse Vídeo é altamente esclarecedor, e mostra de maneira contundente relação entre economia e a degradação do planeta. É imperdível!


Sexta-feira, Setembro 18, 2009

As três classes sociais na Roma antiga


Hoje vou falar sobre as três classes sociais na Roma antiga.
A história de Roma, desde a sua fundação até o declínio do império romano, é na verdade a história da luta de classes sociais. À passagem de reinado para república, e de república para império; nada mais foi do que troca de lugar entre a classe alta e a média, corroborando assim para a verificação da tese da imutabilidade da classe baixa.
Nesse texto, vou falar sobre a passagem do reinado (sete reis), para república, o fim do triunvirato ( Pompeu, o grande, Julio Cesar e Marco Licínio Crasso) , a ascensão de Julio Cesar ao poder , seu assassinato, e do episódio do massacre da floresta de Teutoburgo, na Germânia.
Enquanto reinado Roma dividia-se em três classes sociais basicamente: a classe dos dominantes (os reis e seus nobres), a classe do civitas ,( cidadãos romanos), e uma terceira classe composta por gentios e escravos. Com a formação do exercito e com resultado das saques de guerras, a classe dos civitas foi ganhando poder, passando a ter mais bens (dentre eles mulheres e escravos, que eram coisificados). Historicamente toda vez que uma classe media vai ganhando poder, isso acaba engendrando uma “revolução”. Foi exatamente o que aconteceu em Roma, com fortalecimento do exercito e a ascensão dos civitas, Roma passava de reinado para uma república Formada por três classes: agora a nova oligarquia governante era a dos civitas, administrada pelos cônsules, que eram mestres da guerra, a classe média passou a ser a oligarquia anterior, e a classe baixa continuava sendo formada por gentios (estrangeiros), por escravos e mulheres.
Ao final república, Roma era governada por três cônsules_ o primeiro triunvirato romano , formando por: Pompeu, o grande; Julio Cesar e Marco Licínio Crasso.
Pompeu e Crasso ascenderam pela derrotas de Spartacus, na Revolução dos escravos e gladiadores, em que estes dois generais foram responsáveis pela vitória romana
O que sucedeu foi que Julio Cesar, por suas conquistas na Gália, passou a ter mais prestígio que os outros componentes do triumvirato.
Julio Cesar era de origem menos abastada que os outros dois cônsules, e teve uma ascensão política, por seus esforços guerreiros, e sua popularidade se dava por ser mais próximo ao povo, que seus rivais.
Com a morte de Pompeu e de Crasso, O poder de Roma estava nas mãos de Julio Cesar. Mais uma vez, classe dominante anterior não estava satisfeita com o poder nas mãos de um só homem, e Julio Cesar acabou sendo assassinado por muitos de seus antigos amigos, no intuito de restaurar a ordem anterior; o que acabou não acontecendo pois o poder de Imperador foi consolidado por Cesar Augusto.
No império de Cesar Augusto, a região da Germânia tinha sido pacificada, porém os germânicos, nunca se sentiram satisfeitos com a nova posição social que lhes era imposta. Os antigos príncipes germânicos, passavam agora a fazer parte de classe média, quando outrora eram a classe dominante.
O governador romano da região era o general Varo, de pouca experiêcia militar. O líder dos povos germânicos, Na época era Armínio, (também conhecido pelo nome latino Arminius, pelo original alemão Irmin e pela forma alemã tardia Hermann; 16 a.C. - 21 d.C.)que foi um chefe tribal germano da tribo dos Queruscos, filho do chefe guerreiro, Segimero.
Treinado como comandante militar romano, obteve a cidadania romana antes de regressar à Germânia. Este acaba se aproximando de Varo, e traindo-o, emboscou três divisões romanas na floresta de Teutoburgo, com o intuito de retomar o poder das terras germânicas aos antigos governantes.
Como podemos ver, a história de Roma é a historia de uma mudança continua entre a classe média e classe alta; no que diz respeito à classe baixa, a imobilidade social, e imutabilidade imperou. Corroborando com nossa pesquisa sobre a imutabilidade da classe baixa ao longo da história.
Até a próxima postagem!